Por um mundo incomum: Ontologia e Infinito

por Rodrigo Petronio

[Abstract]

The concept of infinity is one of the most complex concepts of the history of thought. Not only in its mathematical and formal impasses, but also in its ontological implications and radical cosmologies. This paper aims three objectives: 1. Describes the problem of the relations between ontology and infinity 2. Understandes the implications of the infinitesimal cosmologies and ontologies and how this concept of infinite differentiation creates own concept of the world 3. Proposes a new paradigm that can be defined as a paradigm of infinitization. Finally, this article proposes the foundations of the theory of mesons or mesology, a media ontology and cosmology created by Rodrigo Petronio based in its infinitesimal paradigm.” 

Mundo Comum

O título deste texto traz em si um phármakon. Uma perigosa ambivalência de veneno-remédio, à maneira de Derrida. Falar em nome de um mundo incomum é reivindicar um mundo singular, apartado do comum e da possibilidade de comunidade dos seres. Paradoxalmente, ainda que singular, esse mundo incomum é um mundo. Há uma comunicação recíproca das substâncias que o compõem enquanto mundo. Os elementos que o constituem configuram uma unidade e mantêm relações entre si. Por seu lado, a differánce, marcada na escrita-fala, leva-nos a entender a expressão em um sentido oposto: mundo em comum. O locativo em designa o liame e o ponto de convergência que possibilitam uma comunidade possível. As relações entre o negativo-restritivo in e o participativo-compartilhado em não devem ser depuradas de suas aporias estruturais.

A marca dessa indecidibilidade ou dessa indiscernibilidade chancela as bases da reflexão que proponho aqui a partir das relações entre infinito, ontologia e mundo. Um mundo universalmente compartilhado apenas pode vir a se efetivar no plano da realidade no momento em que esse mesmo mundo se diferencie das concepções de mundo pluralistas que lhe sejam coetâneas, ou seja, quando consiga homogeneizar a heterogênese (Tarde, 2010, Guattari, 1988) e unificar em si as diversas ontologias regionais, incorporando-as a si à medida mesma que se distingue delas. Por outro lado, tampouco é possível sustentar uma diferenciação infinita dos seres sem recorrer a alguns critérios de demarcação, ainda que provisórios. Continuar lendo

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Why Detroit Matters?

por Sueli Andrade

A alteridade é a experiência comum pela qual todos nós passamos, não importa a medida da mudança, deslocamento. Acompanha todos os seres humanos desde a sua primeira interação com o mundo, fora do útero materno. Do unheimlich freudiano (1919) às esferas de Sloterdijk (1998,1999 e 2003), a alteridade tem sido debatida nas suas diversas camadas de experimentação. Estranhamento consigo próprio, com a casa, a família e com a sociedade num crescente incremental das nossas interações com o mundo.

Essa breve introdução é para nos dar conta da importância do encontro com o outro e principalmente para o desenvolvimento intelectual-cognitivo e maturação do sujeito enquanto ser social. Dito isso, a oportunidade de poder estudar fora do Brasil, amplia-se muito além da experiência acadêmica-intelectual e justifica plenamente a importância de termos um programa público de financiamento para pós-graduação sanduiche. Outra língua, outros costumes, outros climas, outras roupas, outros sabores, outras pessoas. Tudo é da ordem do outro. E o outro é vital à existência do ser. Continuar lendo